Royal Enfield lança oficialmente a Classic 650 no Brasil, com pré-venda marcada para 11 de abril
- José Caetano

- há 14 horas
- 3 min de leitura
A Royal Enfield Classic 650 foi revelada essa semana em um evento no Castelo Itaipava, em Petrópolis (RJ), com pré-venda anunciada para o dia 11 de abril, via plataforma oficial da fabricante. Em termos de posicionamento, essa clássica moderna entra como uma verdadeira herdeira do estilo da Classic 500 ou da 350, mas sobre a base mecânica maior da família 650cc.

Preços da Classic 650 no Brasil
Elas chegam ao mercado nacional com preços variando entre R$34.490 a R$35.490 com diferenças basicamente estéticas entre os 3 modelos apresentados. O modelo mais caro tem maior de cromados. Para os mais atentos, esse era o preço dos modelos da Super Meteor 650, que ganharam um aumento substancial, empurrado por sua irmã mais clássica.
Para quem adquirir a moto no site de pré-venda da marca, a previsão da chegada já será informada e nossa fonte no lançamento nos confirmou que a marca já possui um "lote parrudo" das motos produzidas e prontas para serem despachadas para as concessionárias, mas o prazo real vai depender também de cada praça.
Diferenças entre as versões
As 3 configurações da moto compartilham da mesma mecânica e, como dissemos anteriormente, se distinguem sobretudo por acabamento, esquema de cores e a presença de cromados. A versão mais cara, Black Chrome, traz elementos cromados no tanque e paralamas, além de detalhes pintados à mão, enquanto que a Teal Green aposta num visual retrô clássico, com quadro, tanque, carenagem do farol e paralamas em tom de verde. Já a mais barata, a Vallam Red, tem um visual mais tradicional da marca, com tons vermelhos e brancos.
Na Europa também é possível encontra a versão de entrada na cor Bruntingthorpe Blue, mas aqui, o que predominou na moto mais barata das três é o vermelho e branco, por enquanto. Vale ressaltar que a Black Chrome e a Teal Green trazem em seu tanque um escudo que remete a motos mais antigas da fabricante, como a Model J de de 1946, que também já fez parte do esquema de pintura da própria Classic 500.

Power train
Mecanicamente, a Classic 650 usa o já conhecido bicilíndrico paralelo de 647,95 cm³ da Royal Enfield, com potência declarada de 47 cv e torque em torno de 5,3 kgfm, sempre associado a câmbio de 6 marchas. A estrutura é compartilhada com outros modelos da plataforma 650, como Interceptor, Continental GT, Super Meteor e Shotgun, o que reforça a padronização técnica da marca nessa faixa. Ou seja, para o comprador brasileiro, a escolha entre as três versões é muito mais uma decisão de estilo do que de desempenho, propriamente, ainda que a sensação de pilotagem seja diferente.
Impressões de quem já testou
O nosso amigo Carlão, do Azeitona Motovlog, testou a Classic 650 durante o lançamento e destacou sua estabilidade em curvas fechadas da serra de Petrópolis, onde a moto “fixa muito bem” e entrega “aderência sem sensação de insegurança”. Ele elogiou a suspensão, “bem responsiva” em paralelepípedos e pisos irregulares, e o freio, que responde “extremamente bem” com apenas “uma triscadinha”.
Para ele, diferentemente de outras 650 da Royal Enfield, a Classic 650 é “um produto totalmente novo”, sem ser mera variação da Super Meteor ou Shotgun, com foco em conforto do banco e fluidez na estrada. O conjunto reforça uma pilotagem madura, ideal para quem busca equilíbrio entre estilo clássico e precisão moderna.
Para os entusiastas de motos clássicas
A Classic 650 é uma moto que chega com um visual elegante e numa linguagem que conversa imediatamente com o universo clássico no geral, mas sem abrir mão da mecânica atualizada da marca anglo-indiana que tem ganhado cada vez mais espaço no mercado brasileiro.

Aqui no Portal Gasolina nós já tivemos em nosso cast de motos alguns modelos da marca, desde as Himalayans 411 até a Interceptor 650 e podemos afirmar que o produto é muito bom, simples, de mecânica descomplicada, e que possuem um alma divertida. Não são motos para quem deseja potência sem limites, ao contrário, são motos para quem pilota com os sentidos focados naquilo que envolve a estrada, no melhor estilo Slow Ride, sem que isso signifique andar devagar, porque essas motos entregam uma boa velocidade de cruzeiro e rodam tranquilamente ao lado de clássicas com mais de 1000cc.



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