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São Luiz do Paraitinga: um destino pitoresco

Sábado passado tiramos a Black Betty, nossa Harley Davidson Street Glide, da garagem e caímos na estrada em direção a um destino bem pitoresco aqui na nossa região. São Luiz do Paraitinga, cidade histórica encrustada na Serra do Mar, entre os municípios de Taubaté, no Vale do Paraíba e Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, nos presenteia belas construções do período colonial, muita história e uma atmosfera que parece ter parada no tempo.


Chegamos no centro histórico da cidade já após o almoço, quase no fim da tarde e já aproveitamos para visitar a Igreja Matriz de São Luís de Tolosa, santo que dá o nome à cidade. A Igreja que originalmente havia sido construída no século XVIII desmoronou quase que completamente em uma enchente devastadora que ocorreu na passagem do ano de 2009 para 2010.


Da construção centenária, sobraram apenas alguns pedaços de suas grossas paredes e dois arcos que ficam nas laterais, bem ao fundo da Igreja, próximos à entrada principal. Tudo caiu.


Contudo, o trabalho de reconstrução foi primoroso e o forro da Igreja com suas pinturas foi encontrado quase que inteiro em meio aos destroços e foi devidamente recolocado em seu lugar e restaurado. Os arcos que sobreviveram à destruição foram mantidos com sua pintura e todo o restante da igreja foi reconstruído. Ainda é possível ter acesso a uma espécie de museu nas laterais da Igreja que conservam o pouco que restou intacto da tragédia.


São Luiz também é conhecida por ter sido o berço do médico Oswaldo Cruz e por seu carnaval de rua, que em tempos anteriores à pandemia de Covid, tornava a pequena cidade interiorana completamente impossível de se transitar. Marchinhas famosas dos blocos Barbosa, Maricota e Juca Teles são conhecidas nacionalmente.


Mas, o que realmente me impressiona naquela cidade é a atmosfera bucólica, interiorana, pacata, que impera no centro histórico. As famílias ainda se reunem na praça central, em torno ao coreto, com as crianças brincando próximas a um carrinho de pipoca, sem conhecerem nenhuma ameaça à sua algazarra nata, como se ali fosse um canto intocado pelas mazelas do mundo. Numa tarde de sábado, pouco trabalho teria uma guarnição da policia militar por aquelas bandas a não ser conter algum ânimo mais exaltado de algum ébrio de ocasião.


Já tive a experiência de ir para São Luiz em várias quintas-feiras à noite, com a galera de Harley, para dar uma respirada e pegar uma estrada... esticar as pernas, por assim dizer. E, nessas noites de quinta, o que mais me causou curiosidade é o fato de que, num determinado momento, ao olhar para as ruas da cidade e suas amareladas luzes de vapor de sódio, parecia que já havíamos passado horas sentados à mesa da lanchonete, como se fosse meia-noite, mas ainda eram 19h. Além de nós e do dono do estabelecimento, uns poucos cães vira-latas e quase nenhuma vivalma na rua.


Em compensação, no carnaval e durante as festividades religiosas da cidade, como a Festa do Divino, que coincide com o Pentecostes, 50 dias após a Páscoa, o cenário muda completamente, e as ruas pululam de vida. São esses paradoxos que tornam São Luiz uma cidade única para se visitar e passar uns dias ali. Do sagrado ao profano, do pacato ao barulho, tudo num mesmo calendário.


Acompanhe nosso rolezinho despretensioso até S. Luiz do Paraitinga em nosso canal do YouTube, lembrando que esse programa do Portal Gasolina, mais romântico, ainda não tem nome e está ficando na Playlist dos Rolês Aleatórios, mas você pode nos ajudar sugerindo um nome. Comente nessa postagem sugerindo um nome para esse rolê turístico-romântico.






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