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O que está acontecendo com o mercado?

Uma bolha se formando, especulação ou a coisa está realmente doida.


Em muitas de nossas aparições em vídeos pelo canal, Gas-o-Lives e Podcsats, vimo-nos conversando sobre o mercado de usados e colecionáveis. O que está acontecendo com os preços, formas de negociação, maneiras de ofertar, de onde tiram algumas teorias, porque no caso dos veículos atuais a tabela de referência está tão de lado?


Paralelo ao Portal Gasolina, tenho meu trabalho a frente da CarT, onde indico e faço a intermediação de negócios com carros e motocicletas antigas e neo-colecionáveis, além de algumas da Fábrica de Milwuakee, desde que eu acredite na qualidade desta e no valor imaginado pelo cliente. Aliás, se eu não acreditar no produto, não anuncio.


Vimos no ano de 2020, no auge da pandemia, inúmeras notícias rondando o mercado da Harley-Davidson; o novo CEO e suas novas políticas, a redução do número de modelos, o fechamento de Dealers... e isto aconteceu aqui e no mundo.


Em algum lugar da galáxia soltaram que as usadas iriam ter procura, logistas começaram a ofertar até o valor da tabela de referência para fazer estoque, particulares pediram absurdos (uns venderam, outros ainda estão com o anúncio em vigor e até passando vergonha).


Foto: Divulgação

E o que realmente aconteceu?


Foi feita a reestruturação em nível mundial, a marca vai muito bem, obrigado. E, as motocicletas zero km estão chegando aí com os preços nas nuvens.


Vamos agora aos antigos...


É um mercado promissor, é a comercialização de sonhos e...

Quanto custa o seu sonho?

Mais vale um gosto que um tostão no bolso.


Foto: Divulgação

Se fôssemos abrir uma Gas-o-Live ou um Podcast sobe o assunto e liberássemos o canal para a participação dos nossos seguidores, certamente iríamos horas a fio conversando, sempre lembrando que minhas opiniões não são verdades absolutas.


  1. De onde tiraram que o produto deve ser anunciado por valores maiores que o ideal, porque certamente haverão ofertas e chegaremos no número ideal?

  2. Porque o interessado ao ofertar, não pensa em valores percentuais para elaborar sua oferta? Exemplo: em um automóvel de R$20.000,00 a oferta de R$17.000,00 são 15% de desconto. Tenta 15% de desconto no caixa do supermercado.

  3. De onde o comprador tirou o argumento de que terá gastos com documentos e transporte para argumentar e justificar querer pagar mais barato no produto dos outros?

  4. Por quê a mania de querer comparar o incomparável, se basear em negociações que ouviu que foram feitas por outros? Se um determinado modelo de antigo foi negociado por "X", não quer dizer que todos valham "X". Existem raridades dentro de um mesmo modelo, num determinado ano, cor e/ou acabamento.

Como disse, iríamos horas conversando.


E para os mais modernos?


Onde foi parar a tabela de referência? Esta só está servindo para base de cálculo para as seguradoras e financeiras?


Interface da página FIPE, principal tabela de referência de valores. Foto: Divulgação

Não sou hipócrita de falar que determinado exemplar com baixíssima quilometragem, manutenção em dia, pintura sem retoques, pneus novos deva ter o mesmo valor de seu gêmeo em situação oposta. A tabela é a referência e contempla este exemplar bem cuidado, àquele que recebeu maus tratos, resta ao dono sorte na hora da venda.


Concluo que o mercado realmente é oferta e procura, mas para tudo existe um limite e para mim o bom senso está alinhadíssimo à este limite.


Gravura: Divulgação

Inverta por alguns segundos o seu papel na negociação, veja se o que você está ofertando te atenderia, se você ficaria confortável em ouvir aquela proposta... e aquele velho lance, se o produto não te serve, parte para outro, não tente depreciar para tirar vantagem, ... o mundo dá voltas, o negócio tem de ser bom a todos os envolvidos.

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