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Harley não sai do Brasil

Montadora das motos mais icônicas da América revelou hoje seu balanço trimestral para investidores e deixa claro que a empresa tem recuperado seu fôlego sob a batuta de seu novo CEO Jochen Zeitz e seu plano The Rewire e, ainda que abandone alguns mercados, permanecerá no Brasil, por enquanto.


Zeitz foi colocado como Chairman, Presidente e CEO da companhia após a renúncia de Matt Levatich, cujos mirabolantes planos de crescimento da marca só deram prejuízo e ameaçaram a saúde da centenária empresa.

No webcast divulgado hoje pela Harley Davidson, Jochen Zeitz esclarece que fizeram: «um progresso significativo em cada elemento-chave do manual The Rewire e acreditamos que as mudanças positivas que executamos estão definindo nosso rumo para um futuro vencedor» – disse ainda – «iniciamos nossa jornada para nos tornarmos uma empresa de alto desempenho, onde a estrutura de negócios, os princípios de liderança e nossa cultura estão todos alinhados. A plataforma que estamos criando apoiará o trabalho que temos pela frente, à medida que continuamos a desenvolver e executar nosso novo plano estratégico de 5 anos, The Hardwire».


Zeitz reforçou que não hesitou em cancelar a linha de montagem de modelos que fossem menos lucrativos ou fora do timing da empresa, como a Streetfighter para focar em modelos mais lucrativos.


O norte da estratégia de marketing da HD, como já havia sido revelado na apresentação do plano The Rewire, há alguns meses, é a promoção da herança e dos valores da marca criada por Bill Harley e os Davidsons há mais de um século.


Na apresentação para os investidores, a empresa revelou um trimestre com um crescimento que não ocorria desde 2015, e explicou que reestartou sua estratégia global e vai permanecer em 36 mercados que, para eles são interessantes, especialmente na América do Norte, Europa e na Ásia, onde ainda possuem capacidade de crescimento. Dezessete mercados irão migrar para um projeto mais eficiente, entre eles a Índia, onde a Hero MotoCorp será o distribuidor exclusivo da HD. A empresa também esclareceu que deixará 39 mercados, que não são lucrativos.


Entre as prioridades que ficam para esse próximo trimestre está a entrega da primeira Adventure Touring da marca em 2021 e a entrada no mercado das chamadas eBicycle, com o lançamento da Serial Number One. Também haverá um ajuste no timing de lançamento de modelos, de maneira que combine com o início da temporada de passeios de moto no hemisfério Norte.


Marketing que gera desejo.

É assim que o departamento de marketing da empresa já está agindo, com a edição de vídeos dirigidos pelo Aquaman Jason Momoa (United We Will Ride) e a aventura pilotada por Ewan McGregor and Charley Boorman (The Long Way Up), em que os ingleses sobem a América do Sul com destino à Califórnia em duas Harleys elétricas.


Entre o enorme número de dados financeiros direcionados mais aos investidores e economistas, ressalta-se o desejo da empresa em diminuir o gap entre os preços de motos usadas e novas nos EUA e a eliminação de descontos e promoções mantendo o foco no fortalecimento da marca. A HD também pretende investir na facilitação da customização de suas motos por seus proprietários, o que é uma característica das máquinas da empresa e, por fim, depois dessa apresentação, somada ao que já vem sendo murmurado entre os muros da fábrica de Milwaukee, tudo leva a crer que Jochen Zeitz deseja levar a Harley a ser, novamente, uma empresa que faz motos robustas, duráveis, desejáveis e exclusivas.

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