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Ele veio para revolucionar a Indústria Automobilística Nacional.

Com vocês o FIAT 147.


"Complessivo Vettura" - Desenho técnico original, mostra as dimensões principais do Fiat 147. Foto: Divulgação

Qual era o cenário da nossa indústria em meados dos anos 70?


Tínhamos por aqui as Três Grandes Americanas, Chrysler, Ford e General Motors, a Germânica Volkswagen e as genuinamente brasileiras, com destaque para a FNM - Fábrica Nacional de Motores, Gurgel e Puma; vale lembrar que existiam outras que produziam os famosos "Fora de Série" nacionais, além de uma grande quantidade de "Carrozzieres", aos quais devemos muito, ávidos para darem vida às suas criações e colocarem-nas nas ruas e pistas.


Se formos explanar aqui os "Foras de Série" e os "Carrozzieres" mudaremos o foco do texto, mas não vou deixar de citar alguns.


Os "Foras de Série" e seus criadores: - Adamo, Avallone - (Antonio Carlos Avallone), Bianco - (Toni Bianco), Concorde - (João Storani), Dardo, Farus, Miura - (Aldo Besson e Itelmar Gobbi), MP Lafer - (Percival Lafer) ...


Lembrando que na nossa cronologia, alguns "Fora de Série" possam ter vindo após a chegada do 147 em 1976, ano em que as importações foram fechadas ao nosso mercado, mas é fato que estes também marcaram estas décadas.


Voltando ao nosso foco, o Fiat 147 foi um divisor de águas na história da nossa Indústria.


Primeiro ponto, na contra mão do lógico, ao menos na análise leiga, a grande maioria das indústrias do ramo estavam no ABC Paulista e no Vale do Paraíba; a FIAT vai se instalar em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, progresso e empregos para aquela região.


Segundo ponto, apresenta um carro de pequenas dimensões, algo bem diferente do que tínhamos por aqui; em sua publicidade foca que o espaço interno era ótimo para os ocupantes e bagagem. Difícil de acreditar até entrar num carrinho destes, mas de fato, num golpe de mestre da engenharia, apenas 20% eram ocupados pela mecânica e os outros 80% estavam à disposição dos ocupantes e suas bagagens. Ainda neste quesito, algo esquisito (kkkkkkk!!!), ao menos para nós, era o estepe junto do motor. Arrisco a dizer que quatro anos depois copiaram tal feito.


Terceiro ponto, arriscou apresentando um carro com motor de baixa cilindrada, mas que visava a economia, uma vez que vivíamos a crise mundial de petróleo, conhecemos o motor 1050cc e seu ruído característico da escola italiana, "alta rotazione".


A FIAT veio para revolucionar e revolucionou. Trouxe na bagagem um projeto super avançado para a época e nos presenteou com o Fiat 147.


Primeira versão apresentada aqui, este um 77. Acervo: Emerson Mestrinelli/Foto: Flávio Barbi

Paralelamente à instalação da fábrica e colocação dos primeiros exemplares FIAT nas ruas, nosso país estava em busca de um combustível alternativo; longe de Betim, em São José dos Campos, no CTA, pesquisadores estavam empenhados em testes para o uso do álcool para este fim.


Primeiro carregamento de Fiat 147 destinado à Concessionária SEG. Foto: Divulgação

Testes feitos com o álcool...


A FIAT adota a nova opção como combustível para seus motores.

Pioneirismo, os primeiros veículos a serem comercializados tendo o álcool como combustível.


Na Fábrica em Betim, os modelos movidos a álcool. Foto: Divulgação

O Fiat 147 foi o primeiro veículo de passeio a servir de base para uma Pick Up.

Pick Up Fiat 147 1980. Foto: Christian Castanho/Quatro Rodas

Do Fiat 147 derivou uma linha de utilitários, a Pick Up (acima), a Furgoneta (que era o Fiat 147 sem banco traseiro e com as janelas laterais e traseira fechadas) e o Fiorino (Furgão com maior capacidade de carga); voltaremos a falar dele.



No início dos anos 80 a linha Fiat 147 sofre o seu primeiro face lift e nós conhecemos a chamada linha Europa; nesta fase, a família ganha uma perua (hoje SW), a Panorama.

Vale lembrar que os utilitários permaneceram inalterados por um período.


Fiat 147 CL Europa - Vermelho Vallelunga. Foto: Divulgação

A perua da FIAT, a Panorama.

Fiat Panorama. Foto: bestcars.com.br

A família Fiorino cresce e apresenta opções inteligentíssimas ao consumidor.

Folder da linha Fiorino. Foto: bestcars.com.br

Vem o segundo face lift e surge a linha Spazio; neste momento a Panorama "empresta" sua plataforma para a nova Pick Up, que com maior capacidade passa a se chamar City e aparece nesta época um charmoso três volumes batizado de Oggi.


Não fomos a fundo detalhando as versões, mas o Fiat 147 teve inúmeras...

L, GL, GLS, Rally, C, CL, Top, Racing, em 82 a comemorativa 500.000 em alusão ao número de produção, entre outras; deu origem à Pick Up, Perua, Furgão e Três Volumes.


Tão versátil, foi utilizado como viatura da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais.


Foi um carro que nos presenteou com uma grande família e ainda preparou todo o terreno para seu substituto, o Fiat Uno.


Em muitas de nossas aparições nos vídeos de nosso canal estávamos a bordo de um Fiat 147 CL 1050 ano 1982, então rendemos homenagens ao Nosso 147.


E por fim gostaria de dedicar este breve texto, onde resumi a trajetória do Fiat 147 em solo brasileiro ao grande amigo, incentivador e seguidor do nosso Portal Gasolina; uma pessoa que teve muita responsabilidade nos produtos que a Fiat Automóveis colocou no nosso mercado, o Engenheiro Robson Cotta.

Cotta junto de suas paixões além dos Fiats, Alfa Romeo 2300 (1° plano) e FNM JK (ao fundo).


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