top of page

Dodge Dart HEMI 6.1?

Quando o bom gosto e o capricho se unem...


Dodge Dart GTS 1969 Recreation - Foto: Fabrício S. Silva

Quem é das antigas e é ligado em automóveis já ouviu, e muito, falarem que quando determinado modelo ficava ultrapassado lá fora, as matrizes enviavam o projeto para ser produzido aqui na "República das Bananas".


De certa forma era uma verdade; mas vale salientar que a Chrysler lançou aqui em 1969 como modelo 1970, o Dodge Dart à imagem e semelhança do americano, a Ford fez o mesmo com o Galaxie em 1967 e pasmem, em 1973 a GM lançou o Chevette aqui no Brasil antes de lançar na Europa.


Diziam também que mecanicamente o que vinha para cá, tinha certa desvantagem ao que ficava por lá, e realmente se falarmos dos "Dojões", o maior motor produzido aqui, com 318 polegadas cúbicas, foi o menor V8 Chrysler da "Gringolândia".


Muitos colecionadores não podem imaginar um veículo antigo fugindo da originalidade e este não é o caso de Fabrício Soares Silva, colecionador de BH em Minas Gerais, que com muito bom gosto e capricho fez o seu Dart GTS 1969 HEMI 6.1L.


O famoso motor HEMI 6.1L - Foto: Dodge Fever

Com suas câmaras hemisféricas, o mais emblemático motor da Chrysler, atravessou décadas e até hoje equipa inúmeros modelos da montadora.


Extremamente caprichoso, Fabrício (que por sua exigência, até ganhou dos amigos o selo "Fabrício Chato de Qualidade"), recriou um modelo que não tivemos por aqui, um GTS. O Dodge Dart nacional de 1971 era exatamente igual ao de 1969 nos EUA, o que serviu de inspiração para o projeto.


Muito cuidado com os detalhes: emblemas GTS e calotas Dog Dish - Foto: Fabrício S. Silva


Vale salientar que a atenção aos detalhes foi imensa; no interior, volante de direção, bancos, laterais de portas e cintos de segurança; externamente, frisos e distintivos, grade frontal, tampa do tanque de combustível, calotas, lanternas e "réguas" do capuz são exatamente como os do modelo inspirador; quase tudo veio de fora.


Detalhes do interior - Foto: Fabrício S. Silva

A pintura é um desbunde, o tom escolhido foi o ouro Espanhol, que esteve no catálogo de cores dos Dodges nacionais em 1971; não tem um detalhe, só um brilho de causar inveja a outros ouros por aí. Para coroar a parte da pintura, a faixa preta com os dizeres GT Sport, se estende na traseira de um lado ao outro, partindo ali de perto do "olho de gato", passando por toda a extensão da mala e morrendo no "olho de gato", do outro lado.


As linhas laterais de um Dart, são marcantes - Foto: Fabrício S. Silva

E o conjunto mecânico?


Ah, o conjunto mecânico tem inúmeras expressões para descrevê-lo; mas vou apenas citar aqui.


O HEMI - Foto: Fabrício S. Silva

Num cofre extremamente limpo, no mais amplo sentido da palavra... tanto na limpeza mesmo, quanto na ocultação de fios, cabos e chicotes, repousa a cereja do bolo, o famoso HEMI 6.1L (moderno) gerenciado por um módulo FT 500 que em conjunto com uma caixa de câmbio automática de três marchas (TCI 727 Torque Flight) oferecem conforto e esportividade ao motorista ou piloto, caso ele se atreva a meter o pé direito no porão. Além de tudo isto, ainda conta com ar condicionado.


Na saliência do capuz, a escrita HEMI 6.1L - Foto Fabrício S. Silva

Para não gerar dúvidas do que está dentro do cofre, na saliência do capuz, a "régua" ostenta a insignia da lenda, HEMI 6.1L.


Vale lembrar que o projeto foi executado buscando, além do apelo estético, todo o cuidado com a segurança, então foi necessário a colocação de discos nas quatro rodas com pinças Wilwood de seis pistões, afinal a usina tem que parar qualquer hora.


Dart de Luxo 72 ou Dart GTS 69? Ele responde por Tributo 69 - Foto: Fabrício S. Silva


254 visualizações1 comentário

Posts recentes

Ver tudo
bottom of page