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BSA: mais uma fabricante clássica ressurge

Segundo o jornal britânico The Guardian, no próximo ano deveremos ter de volta às pistas o clássico emblema das motos BSA, que ficou famosa por seu modelo monocilíndrico Gold Star, dos anos 60. Os direitos sobre a marca foram adquiridos pelo grupo indiano Mahindra, que pretende voltar a fabricar, em território inglês, as motocicletas da marca.


O bilionário indiano Anand Mahindra, chairman do conglomerado Mahindra Group é a principal força por trás do projeto de reiniciar a produção na BSA Company, fabricando motocicletas nas Midlands já em meados de 2021. A ideia é iniciar a construção de uma fábrica em Banbury para desenvolver motos elétricas, mas inicialmente produzindo modelos de combustão interna.


A BSA, sigla para Birmingham Small Arms, foi originalmente fundada em 1861 para a fabricação de armas em Small Heath (quem assiste o drama da BBC, Peaky Blinders, já ouviu falar da localidade). Suas fábricas, mais tarde, passaram a fazer bicicletas e, depois, motocicletas. Em 1950 era a maior fabricante mundial de motos, mas declarou falência e encerrou a produção nos anos 70.


Segundo o Guardian, Mahindra decidiu fabricar as motos na Inglaterra justamente por sua história e acabou angariando apoio do próprio governo britânico, em troca da criação de, pelo menos, 255 novas vagas de emprego.


O grupo indiano já possui experiência em reviver motos clássicas. Em 2018 eles relançaram a marca tcheca Java, com 50 mil motos vendidas em seu primeiro ano de produção, o que a Mahindra quer repetir com a BSA.


Por fim, o que acabou por atrasar a abertura da fábrica da BSA foi justamente as medidas restritivas tomadas pelos governos em relação à Covid19 e o próprio Brexit, mas o grupo espera já lançar ao mercado em 2021, modelos que irão variar entre 5mil e 7mil libras, utilizando peças de fornecedores ingleses.

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